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  • Porque não vivemos sem os nossos carros véios

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No começo do século 20 foi iniciada a indústria automobilística, que se transformou em um grande fator constituinte da sociedade como conhecemos e vivemos atualmente.

Aquela, diferente da atual, foi uma era de forma e potência. Muito diferente de hoje em dia, onde a indústria busca – não sem motivos – funções, praticidade e reciclabilidade. Muito antes do conhecido Fordismo (método de produção em massa), naquela época os carros eram visionados por artistas e criados por artesãos. Essa receita criou carros clássicos que transcenderam o tempo e tocaram nossas vidas de diversas maneiras que não podiam ser previstas por seus criadores há um século.

Quando falamos que esses carros tocaram nossas vidas, não falamos apenas de nós colecionadores que fomos picados pelo bichinho da paixão e nos tornamos aficionados por carros antigos. Falamos daqueles que veem esses carros como investimento, arte, nostalgia, vida social ou até terapia. Além de, é claro, aqueles que dizem serem “apenas carros velhos”, mas não conseguem evitar torcer o pescoço quando notam um clássico passando na rua, na tentativa de admirar um pouco aquela obra e, quem sabe, alegrar o dia com algo diferente dos carros genéricos que nos são apresentados atualmente.

Carros Antigos

Os carros antigos são considerados hoje uma das paixões mais rentáveis que se conhece. Isso porque essas máquinas continuam a valorizar no mercado mesmo quando – ou principalmente quando – já não são o que há de mais atual ou novo. Por esse motivo dissemos que esse hobbie pode ser visto como investimento. Também é uma forma de arte, pois esses veículos são estudados, admirados, contemplados e exibidos em museus ao redor de todo o mundo. Além de finas coleções particulares.

Podemos afirmar que a nostalgia é o “carro forte” da maioria dos colecionadores. É a partir do carro antigo que você pode se transportar para uma era à sua escolha como participante e não só observador. Pode relembrar sua infância, adolescência ou até admirar um pouco de nossas história através dessas peças.

Mas há também a parte terapêutica que é vivenciada de diversas maneiras. Para alguns é a coleta, a caçada pelo carro desejado. Para outros o carro é o motivo central para juntar os amigos na garagem, tomar algumas cervejas e bater papo. Ou talvez tomar um champagne ou vinho enquanto aprecia uma apresentação ou competição de carros antigos. Há também os que se sentem atraídos pela atenção que vem junto com o carro, afinal, quem não gosta de ser observado? Para outros ainda, é um lugar para se perder silenciosamente na montagem de uma pequena peça, na manutenção de uma lanterna ou no polimento da lataria.

Esses são os motivos gerais. Mas cada proprietário também é dono de histórias e memórias únicas. Vivências prazerosas e hábitos sociais que os carros atuais não podem nos proporcionar. Por esses e outros motivos, nós não conseguimos imaginar nossas vidas sem nossos carros “véios”.