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  • Eu, Virgilio Pimentel e Meu Carro Véio

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O engenheiro civil Virgilio Pimentel, de Bragança Paulista, é um apaixonado por carros desde a infância. Apesar de sempre ter morado em fazenda, nunca quis saber de cavalos: o que importava para ele mesmo eram os cavalos da potência do motor.  E como todo bom antigomobilista, gosta de preservar a história, afinal ela tem muito a dizer a todos nós.

Descendente do Barão de Itapema, Virgilio desenvolveu seu amor por carros desde pequeno. Aos 11 anos já dirigia, e se considera hoje um bom motorista porque foi aprendendo aos poucos como se deve pilotar um automóvel. Seu carro véio é um Jeep Willys, de 1948.

O Jeep foi encomendado através da Federação Agrícola do Estado de São Paulo – como o pai era fazendeiro, tinha influência para obter a importação do carro. Virgilio lembra até hoje o local onde o Jeep foi estacionado pela primeira vez assim que chegou na fazenda, quando ele tinha apenas cinco anos. Com esse amor tão antigo, ele aprendeu que carros não têm preço; são como álbuns de fotografias, carregam valor e lembranças afetivas do passado.

O Jeep faz parte de sua história e é seu carro preferido, herdado de seu pai juntamente com a fazenda. Para cada carro, ele tem uma pasta com todos os documentos, e especialmente deste é a mais completa: instruções de manutenção, catálogos, primeira documentação, reforma geral e etc.

O carro não sai da mais fazenda. Virou um patrimônio cuja história se entrelaça com a de Virgilio, e certamente, vai continuar no futuro das próximas gerações.

Veja o episódio: Eu, Virgilio Pimentel e Meu Carro Veio